A decisão de Donald Trump de suspender a ajuda externa dos Estados Unidos, especificamente o congelamento do financiamento para programas humanitários, causou uma grande preocupação, especialmente na África. O congelamento afetou o PEPFAR, um dos maiores programas de ajuda global para o tratamento do HIV, que atende milhões de pessoas, incluindo mulheres grávidas que recebem antirretrovirais para evitar a transmissão do HIV para seus filhos. A suspensão do programa pode resultar na infecção de milhares de bebês e colocar em risco a saúde de milhões de pessoas.
A situação gerou uma resposta forte de trabalhadores humanitários, como Aghan Daniel, que alertam para os efeitos devastadores da interrupção de tratamentos experimentais e programas de conscientização sobre HIV. A falta de continuidade nos projetos, mesmo os voltados para tratamentos inovadores, está comprometendo o avanço na luta contra o HIV e outras doenças. Além disso, muitos programas de saúde, nutrição e segurança alimentar foram interrompidos, afetando diretamente a vida de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
A USAID, com seu orçamento significativo, desempenha um papel crucial no financiamento de projetos em países em desenvolvimento. A decisão de suspender parte dessa ajuda gerou grande incerteza e medo, com trabalhadores locais enfrentando dificuldades financeiras, como a impossibilidade de pagar salários e manter as operações. Organizações humanitárias estão preocupadas que mesmo uma breve interrupção possa ter consequências fatais para os beneficiários dos programas.
No geral, a decisão gerou um clima de pânico, não só por questões logísticas, mas também pela natureza vital dos serviços que estavam sendo prestados, com muitos destacando que em algumas situações, a ajuda fornecida pode ser literalmente uma questão de vida ou morte.